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Burdog

São Paulo é uma terra onde brotam hamburguerias e a gente sempre tem novidades pra contar por aqui, mas vira e mexe visitamos um clássico pra nunca esquecer da origem oldschool da cena hamburguística da cidade. Dessa vez fomos de Burdog, exatos 7 anos depois da nossa primeira visita (estamos todos ficando velhos)

A primeira coisa que reparamos é que o tempo passa, o tempo voa e o Burdog continua igual! Mesmo ambiente e nem o cardápio mudou muito.

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Começamos com a porção de fritas grande (R$ 20,90) e maionese a parte. A maionese vem num prato à parte, sem miséria.

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Os caras fazem a mesma maionese de sempre, branca e sem tempero. A textura é legal mas o gosto de óleo acaba ficando muito presente sem as ervas ou alho pra tapear.

Depois disso foi um festival de pedidos de burgers. Pra começar repetimos um pedido que tínhamos feito no passado e era ok: O Burdog (R$ 30,30), um burger com combinação de alface, tomate, maionese Burdog, 5 tiras de bacon, 4 fatias de picles e 1 rodela de cebola crua. 

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O que podemos dizer é que continua apenas ok, mas essa super fatia de cebola é pra espantar todo mundo de perto o resto do dia, de tanto bafo.

Mandamos também um X-Zé Mineiro (R$ 26,50), burger com queijo, molho a base de pimentão e tomate cozido em vinagre e açúcar combinado com a maionese Burdog.

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É uma mineira que vos escreve e a única coisa que eu tenho certeza é que esse burger não tem nada de mineiro. O molho não tem muita personalidade e o queijo é uma muçarela comum, nem um minas padrão pra disfarçar os caras colocaram.

Outro pedido foi o um X-Bacon Catupiry (R$ 30,90). Carne, queijo, bacon e catupiry. Nada mal, mas nada incrível também. Esse catupiry de bisnada meio farinhento é cruel.

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No fim das contas último pedido e mais básico foi o mais bem sucedido, X-Bacon (R$ 28,90). Apenas pão, carne e queijo, para nossa alegria. O bacon tava com sabor bom.

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Tudo isso acompanhado de milk-shake de chocolate (R$ 33,00). Já que é pra ser clássico não dava pra querer Nutella ou Oreo.

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Fechamos a bagaça com uma Banana do Almirante (R$ 26,00), uma banana preparada com açúcar na chapa, servida com sorvete de creme e canela.

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Nada que se diga ‘ó, que delícia’, mas não tinha como ser ruim, né?!

Todos os burges bem no mesmo pão, de massa leve e que é prensado, então chega quentinho apesar de meio amassado. Uma coisa engraçada é que tem que sair perguntando o que é cada burger, porque no cardápio não tem descrição. Quando perguntamos como era feito, se era blend ou um corte só, o garçom respondeu que era ‘carne’. Que bom, né?! No geral tudo é bem carinho pela qualidade.

► Ponto forte: pão quente (foi o máximo que conseguimos considerar)
► Ponto fraco: custo x benefício

Burdorg
Av. Dr. Arnaldo, 232 – Pacaembu, São Paulo – SP
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Amanda Magalhães

Produtora de eventos, filha de várias regiões do Brasil, neurótica com a ordem na cozinha e tecnicamente uma 'experimentadora' de sabores (menos bichos com penas). Tem paixão por sabores tropicais e frutos do mar (menos bichos com conchas), por doces (necessidade e vontade) e uma afeição (acima da média) por bebidas coloridas.

2 comentários

  • alex disse:

    Toninho Freitas – ao lado – continua melhor(segue mesmo padrão) e mais em conta. X-Bacon é coisa de 20 golpes no max. Maionese tem mais sabor. Enfim, Burdog sobrevive de clientes fiéis, pq qualquer um desavisado que entrar ali e pagar 28+4(maionese) num x-bacon ok, não vai passar nem na porta mais.

  • Diego Oliveira disse:

    Quando pequeno, amigos diziam maravilhas do Burdog. Fui, pela primeira vez, ali por 1996, na unidade da Av. Santo Amaro. Não gostei da carne, nem da maionese, muito menos do preço.

    Como ainda tinha MUITA GENTE insistindo que era bom e eu tinha dado azar na primeira visita – e na época não tinha tanta opção assim de hamburguer na cidade – fui de novo. Pedi um x-maionese e um milk-shake. Não sei se foi aquele lanche, mas no dia seguinte tive uma infecção intestinal de ficar 7 dias sem poder sair de casa!

    Vou relativizar aqui, pois nem sempre a última comida é a culpada pela infecção – mas como minha imagem do local já não era muito boa, e junta com esse trauma, enfim – passei uns quinze anos sem entrar lá.

    Voltei uns anos atrás com amigos da faculdade, naquelas noites onde não se encontra lugar nenhum para comer. Dessa vez não tive sustos, pedi um x-bacon sem maionese (adoro maionese, mas odeio a deles), aí a única decepção foi na hora de pagar a conta mesmo. O boteco na frente da faculdade já fez x-bacon melhor que aquele e o preço era justo.

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